Oi.

Sem assuntos polêmicos hoje, amiguinho imaginário. Trata-se de uma fobia que possuo desde que nasci. É uma das fobias mais babacas já existentes, senão a mais babaca logo. Medo de altura? Não. Medo de barata? Não ‒ de fato, adoro pisar em uma. Medo de aranha? Também não. Medo da Dilma? Talvez. Mas nada, nada se compara ao meu incurável e ridiculamente improvável medo de penas.

Esta em especial me dá um medo extra. Oh God, make it stop...

Sim, amiguinho: penas. Penas, plumas, essas coisas que os pássaros têm. Morro de medo da porra de uma pena! Para me ver gritando desesperada, como se não houvessem esperanças para o mundo, basta colocar uma pena que seja na minha frente e me ameaçar com ela.

‒ Mãos ao alto! Vai passando a bolsa!

‒ Mas você não tá armado.

(tirando uma pena do bolso) E agora? Passa a bolsa senão eu vou te fazer cócegas! 

E fique pasmo, amiguinho, essa porra de fobia tem nome: pteronofobia. Você encontrará resultados no Google, sim, mas nada esclarecedor, o que me deixa ainda mais estranha. Afinal, se não está no Google, não existe. Ah, sim: pteronofobia aparece no Windows Live Writer com aquele sublinhado vermelho. Nem o Writer sabe o que é isso!

Does not compute
Sem zoeira

Não, não passei por nenhum trauma com nenhuma ave. Talvez na vida passada eu tenha morrido engasgada com uma pena de galinha, enquanto um avestruz louco me arrastava, araras gritavam no meu ouvido e uma pomba depositava seu arsenal cagatório em minha cabeça. Urgh, sinto arrepios só de pensar, enquanto você deve estar se cagando de rir aí. Pode rir, eu já me acostumei.

Vai ver é por isso que tenho total aversão a bailes funk, afinal, só tem galinha lá. E também não gosto muito do Park Shopping Barigüi: olhe em volta, e verá apenas peruas.

E falando em penas, não entendo porque tem tantas pombas no centro. Sempre que vou pra lá, vou paranoica. Medo de ladrão? Não. Medo de ser abordada por uma pomba trombadinha. Como se ela fosse dizer: “Passa a pipoca aí ou eu vou cagar na tua cabeça, morô?”.

Aproveitando o embalo pombal, gostaria de fazer um apelo pra você, que alimenta essas desgraçadas: você merece chupar o cu de um elefante com diarreia. Não apenas porque me cago de medo de penas, mas também porque o bicho é muito filho da puta. A pomba é uma verdadeira colônia de piolhos, suja, come qualquer merda que joguem pra ela, transmite tantas doenças quanto um rato, anda igual um idiota e ainda assim faz o favor de defecar na cabeça humana mais próxima. Agora eu pergunto: como um bicho lazarento desses pode simbolizar a paz?

Mas é isso aí mesmo. Todo mundo tem seu calcanhar de Aquiles. O problema é que se uma galinha ficar a 10 metros de distância do meu calcanhar, já será motivo suficiente para dar um piti.