Ah, finalmente um post novo nesse blog. Com o andamento do TCC, não tive tempo nem pra escrever merda (não que o meu projeto não seja uma merda, mas…). E agora com as férias, tive mais tempo para observar esta grande geração de merda que infelizmente está habitando este planeta.

Não me refiro apenas aos adolescentes; é completamente normal que eles façam merda (normal no sentido de ser do costume deles, não no sentido de “aceite que existem meninas que acham que Crepúsculo está acima de Drácula de Bram Stoker”). O problema é que praticamente toda a humanidade está cada vez mais hipócrita. Mas antes, vejamos o significado de hipocrisia:

hipocrisia
(grego hupokrisía, -as, desempenho de um papel)

s. f.

1. Fingimento de bondade de ideias ou de opiniões apreciáveis.

2. Devoção fingida.

Vamos escolher o primeiro significado e aplicá-lo ao texto.

As pessoas estão, sim, fingindo ter ideias e opiniões apreciáveis. A diferença é que elas transformam essas ideias e opiniões “agradáveis” em conceitos, opiniões e atitudes ridículas à medida em que você as conhece melhor. Não entendeu ainda? Permita-me usar de outro exemplo, muito comum por sinal: as mulheres.

Não vou generalizar. Direi apenas que é a maioria infeliz delas.

Grande parte das mulheres hoje faz questão de dizer por aí que são fortes, independentes, delicadas, intelectuais, que possuem respeito próprio, que se valorizam, que não são “umas e outras” e, principalmente, que estão à procura do “homem certo”, para amá-la e respeitá-la como ela é. Okay, por onde eu começo?

1) A imagem da “mulher profunda”

Admita: essas aí, que dizem ser fortes, independentes, delicadas e tudo mais, geralmente não são tudo isso.

Essas mesmas mulheres, que divulgam todas suas “virtudes” em redes sociais como o Facebook, são exatamente o contrário na vida real. Diga-me você: quantas mulheres que você conhece se encaixam nesse perfil? Pouquíssimas… E elas não publicam isso por aí, correto? É o que pensei…

As que dizem aos quatro ventos que são fortes, independentes, intelectuais, que buscam o “homem certo” e yadda yadda yadda geralmente são mulheres fracas, dependentes, vazias e promíscuas. Dessas que acham que amor é contato físico, que amizade entre homens e mulheres não existe, e que compartilham frases da Clarice Lispector na esperança de parecerem menos vadias.

2) O tal do “homem certo” e os conceitos equivocados por parte das vadias

Cansei de logar no Facebook e dar de cara com vadias compartilhando imagens que dizem que os homens devem aceitar as mulheres como são, independente se elas forem feias, gordas, ou se simplesmente não se encaixarem num determinado padrão de beleza. Até aí, tudo bem. O problema é: essas mesmas vadias que compartilham essas imagens são incapazes de aceitar os homens como eles são. Sim, estou falando daquelas em especial, que colocam alguns homens na friendzone porque os mesmos não possuem algum atributo físico (ou até mesmo status) que agrade a elas. E depois vêm as reclamações delas: “Ai, queria tanto ter um namorado, mas tá tão difícil…” e coisas do gênero.

A maioria delas não entende porque ninguém a aceita como é, fica postando frases de dor de cotovelo… Mas ao lidar com um homem, a primeira – aliás, única – coisa que ela vê é a aparência. E ainda reclama porque ninguém a leva a sério.

Eu particularmente não acredito na existência do “homem certo”; acredito em gente que lhe trata como merece e em gente que não vale um peido sequer. Se Fulano trata Fulana como uma qualquer, mas trata Beltrana com respeito e carinho, é sinal de que a Fulana apresenta-se como uma qualquer ao Fulano, ou que o Fulano quer comer a Beltrana, mas não a Fulana. Nuff said.


Ao pensar nisso tudo, cheguei à conclusão de que as mulheres vadias são as criaturas mais hipócritas que existem. Falsas, quase teatrais, se escondem sob a personagem da “mulher profunda”, quando na verdade não querem nada além de contato físico. E ainda reclamam das atitudes dos homens… Bem, pelo menos os homens são sinceros e admitem isso – digo, os homens vadios. Mas isso fica para outro post… Talvez.


O que me fez pensar nisso foi uma pessoa em particular.

Conheço-a há algum tempo. No começo, ela apresentava-se como uma garota normal, uma boa amiga. Ela tinha um namorado. Dizia que o amava, coisa e tal, apesar da relação turbulenta. Mas na prática, não era bem assim que acontecia.

Ela saía com outros (aliás, continua fazendo isso até hoje), escondendo-se do namorado. E ela repetia para todos eles a mesma coisa que dizia sobre o namorado: que ela os amava.

Um dia, quando ela ouviu boatos de que o namorado dela estava a traindo, ela perdeu o eixo. Não sabia se ficava brava, triste, ou os dois. E veio reclamar pra mim, como se tivesse razão. “Como você pode cobrar algo dele que nem mesmo você cumpre?”, eu disse. Ela permaneceu em silêncio.

Nas férias de julho, marquei de sair com um amigo meu. Nos conhecemos há alguns anos, e combinamos de ir ao cinema. Eu não tenho intenção alguma com ele, fora os outros fatores (a minha demissexualidade, por exemplo). Mas ela, ao saber disso, simplesmente surtou. De fato, ela LIGOU pra mim pra tirar satisfação.

- Você não pode sair com ele.

- Por quê?

- Aff, vocês se conhecem faz tempo, certeza que ele vai fazer alguma coisa.

- O que você acha que ele vai fazer comigo?

- Te agarrar!

- Ele não é de fazer isso, e mesmo que ele tente, eu sei me virar.

- Eu sei como eles são… Mas você que sabe.

Então, resolvi jogar para fora o que estava preso…

- Não, não – eu não saio com os meus amigos pra fazer outras coisas, certo? Eu não saio por aí dizendo “eu te amo” pra qualquer um, não beijo qualquer um, não deixo qualquer um encostar em mim. Não é porque você faz isso que eu também faço.

- E precisa falar assim, Ana?

- Mas é claro. Você não é a minha mãe pra dizer com quem eu posso ou não posso sair… E porque essa preocupação toda? Quer sair com ele também? Não tenho nada com ele, se quiser –

E ela desligou.


The Galaxy Song – Monty Python

Whenever life gets you down, Mrs. Brown
And things seem hard or tough
And people are stupid, obnoxious or daft
And you feel that you've had quite eno-o-o-o-o-ough

Just remember that you're standing on a planet that's evolving
And revolving at nine hundred miles an hour
That's orbiting at nineteen miles a second, so it's reckoned
A sun that is the source of all our power
The sun, and you and me, and all the stars that we can see
Are moving at a million miles a day
In an outer spiral arm, at forty thousand miles an hour
Of the galaxy we call the Milky Way

Our galaxy itself contains a hundred billion stars
It's a hundred thousand light-years side to side
It bulges in the middle sixteen thousand light-years thick
But out by us it's just three thousand light-years wide
We're thirty thousand light-years from Galactic Central Point
We go 'round every two hundred million years
And our galaxy is only one of millions of billions
In this amazing and expanding universe

The universe itself keeps on expanding and expanding
In all of the directions it can whiz
As fast as it can go, at the speed of light, you know
Twelve million miles a minute and that's the fastest speed there is
So remember when you're feeling very small and insecure
How amazingly unlikely is your birth
And pray that there's intelligent life somewhere up in space
'Cause there's bugger all down here on Earth